O ativo imobilizado que ninguém consegue auditar
Em boa parte das empresas, o razão do imobilizado é uma camada de sedimento contábil: lançamentos de trinta anos, bens agrupados em um único registro, equipamentos vendidos que continuam ativos na contabilidade, plantas inteiras compradas como "lote" sem discriminação. A conta fecha no balanço, mas ninguém consegue apontar, no chão de fábrica, qual máquina corresponde a qual saldo.
O inventário físico resolve exatamente isso. Ele reconstrói o vínculo entre o bem que existe e o número que está registrado — e é essa amarração que sustenta depreciação correta, teste de recuperabilidade confiável, cobertura de seguro adequada e uma auditoria sem ressalvas.
Quando o inventário é necessário
- Ressalva ou recomendação de auditoria sobre a existência, a mensuração ou o controle do imobilizado.
- Adoção inicial de IFRS ou mudança de política contábil — necessidade de base analítica confiável antes de aplicar custo atribuído.
- Operações societárias — due diligence, fusões, cisões e alocação de preço de compra exigem inventário discriminado.
- Implantação ou migração de ERP — carga da base de ativos fixos em SAP, Oracle, TOTVS e similares.
- Seguros — apuração correta do valor em risco e eliminação de sub ou sobresseguro.
- Governança e compliance — controle patrimonial em empresas reguladas, do setor público e em concessões.
O que fazemos
- Levantamento físico e plaqueteamento — identificação de cada bem em campo com etiqueta durável (código de barras, QR ou RFID), coleta de fabricante, modelo, número de série, ano, localização, centro de custo e responsável.
- Conciliação físico-contábil — confronto entre a base levantada e o razão, com tratamento das quatro situações clássicas: bem com registro, bem sem registro, registro sem bem e registros agrupados que precisam ser abertos.
- Desmembramento de registros compostos — abertura de lotes e "verbas" em ativos individualizados, com rateio fundamentado.
- Definição de vida útil e taxa de depreciação por ativo, integrada ao serviço de revisão de vida útil.
- Teste de recuperabilidade — apoio à identificação de unidades geradoras de caixa e à aplicação do CPC 01 / IAS 36.
- Estruturação do controle permanente — política patrimonial, rotina de movimentação, baixa e transferência, e carga da base no ERP.
- Suporte a auditorias externas, inclusive Big Four, com papéis de trabalho e trilha de auditoria completa.
Metodologia
- Diagnóstico inicial — análise do razão, da política contábil vigente e da estrutura de centros de custo; definição do nível de detalhe (unidade de controle) e do cronograma.
- Preparação — definição do padrão de codificação e da etiqueta, montagem do formulário de coleta, treinamento das equipes e alinhamento com as áreas operacionais.
- Coleta em campo — varredura por localidade com coletores eletrônicos, fotografia de cada bem relevante e registro de estado de conservação e situação de uso.
- Conciliação — cruzamento automatizado e tratamento manual das exceções, com relatório de divergências por natureza e por valor.
- Mensuração — quando contratada, avaliação a valor justo ou custo atribuído e definição de vida útil e valor residual por ativo.
- Entrega e carga — base final em formato de importação para o ERP, política de controle patrimonial e reunião de apresentação com contabilidade e auditoria.
Normas de referência
- CPC 27 / IAS 16
- Ativo imobilizado — reconhecimento, mensuração e depreciação
- CPC 01 / IAS 36
- Redução ao valor recuperável de ativos
- ICPC 10
- Aplicação inicial ao imobilizado e revisão de vida útil
- CPC 46 / IFRS 13
- Mensuração do valor justo
- ABNT NBR 14653-5
- Avaliação de máquinas, equipamentos e bens industriais
Entregáveis
Perguntas frequentes
Dúvidas sobre inventário e controle patrimonial
Quanto tempo leva um inventário de imobilizado?
Depende do número de localidades e do nível de detalhe. Uma planta industrial de médio porte é levantada em algumas semanas; grupos com dezenas de unidades são executados por ondas, com cronograma por localidade. O diagnóstico inicial dimensiona o esforço antes de qualquer mobilização.
O inventário atrapalha a operação da fábrica?
Não. A coleta é planejada junto com a operação e a manutenção, respeitando janelas, paradas programadas e regras de segurança de cada área. Nossas equipes trabalham com EPI e integração de segurança conforme a norma do cliente.
Vocês fazem a carga da base no nosso ERP?
Sim. Entregamos a base no layout de importação do sistema utilizado — SAP, Oracle, TOTVS e similares — e acompanhamos a validação da carga junto ao time de TI e à contabilidade.
O que acontece com os bens encontrados que não estão na contabilidade?
São tratados como achados de inventário. O relatório os identifica, mensura e apresenta a recomendação de reconhecimento, cabendo à administração e à auditoria a decisão contábil. O mesmo vale para o caminho inverso: registros sem bem correspondente, que seguem para baixa.
Precisa de inventário e controle patrimonial?
Conte o seu caso — tipo de ativo, finalidade e prazo. Retornamos com proposta técnica detalhada e cronograma.
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